Calendário de vacinação para cães
A vacinação é a forma mais eficaz de proteger seu cão contra doenças graves e potencialmente fatais. Assim como em human...
Ler artigoConhecer as doenças mais comuns que afetam os cães é fundamental para todo tutor responsável. A prevenção é sempre mais eficaz e menos custosa do que o tratamento, e o diagnóstico precoce pode salvar a vida do seu companheiro. Neste artigo, abordaremos as principais doenças, seus sintomas e como proteger seu cão.
A cinomose é uma doença viral grave causada pelo vírus do gênero Morbillivirus. É altamente contagiosa e afeta principalmente filhotes não vacinados e cães imunossuprimidos. O vírus ataca o sistema respiratório, gastrointestinal e nervoso.
Sintomas: febre, secreção nasal e ocular, tosse, diarreia, vômitos, apatia. Em fases avançadas, tiques nervosos, convulsões e endurecimento das almofadas das patas.
Prevenção: vacinação com V8 ou V10 seguindo o protocolo completo. A cinomose tem alta taxa de mortalidade e não possui tratamento específico — o suporte clínico é a única opção.
Causada pelo Parvovírus canino, é uma das doenças mais letais em filhotes. O vírus é extremamente resistente no ambiente, podendo sobreviver por meses no solo.
Sintomas: vômitos intensos, diarreia hemorrágica com odor fétido, desidratação severa, apatia e febre seguida de hipotermia. A evolução pode ser fulminante em 48 a 72 horas.
Prevenção: vacinação completa e evitar contato com ambientes contaminados antes da imunização total. Higienização com hipoclorito de sódio é eficaz contra o vírus no ambiente.
Causada pela bactéria Ehrlichia canis, transmitida pelo carrapato-marrom (Rhipicephalus sanguineus). É uma das doenças mais diagnosticadas em cães no Brasil.
Fases da doença:
Prevenção: controle rigoroso de carrapatos com antiparasitários e inspeção regular do corpo do animal após passeios.
Também transmitida por carrapatos, a Babesia canis destrói os glóbulos vermelhos (hemácias), causando anemia hemolítica grave.
Sintomas: urina escura (cor de café), mucosas pálidas ou amareladas, febre, apatia e fraqueza extrema.
Prevenção: controle de carrapatos, assim como na erliquiose. As duas doenças frequentemente ocorrem juntas (coinfecção).
Doença bacteriana (Leptospira spp.) transmitida pela urina de ratos e outros animais infectados, especialmente em ambientes com acúmulo de água. É uma zoonose importante — transmissível para humanos.
Sintomas: febre, vômitos, diarreia (às vezes com sangue), dor abdominal, icterícia (mucosas amareladas) e insuficiência renal.
Prevenção: vacinação (incluída na V8/V10), evitar contato com água parada e ambientes com roedores.
Condição ortopédica em que a articulação do quadril não se encaixa corretamente, causando dor e perda de mobilidade. É mais comum em raças grandes e gigantes (Pastor Alemão, Labrador, Golden Retriever, Rottweiler).
Sintomas: dificuldade para levantar, 'rebolado' ao caminhar, mancar, relutância para subir escadas ou pular, diminuição da atividade.
Prevenção e manejo: escolha de criadores responsáveis que fazem controle radiográfico dos reprodutores, manutenção do peso ideal, exercícios de baixo impacto (natação é excelente), suplementação com condroprotetores e, em casos graves, cirurgia.
Doença causada pelo protozoário Leishmania, transmitida pela picada do mosquito-palha (Lutzomyia). É endêmica em diversas regiões do Brasil e uma importante zoonose.
Sintomas: perda de peso, feridas na pele que não cicatrizam, crescimento excessivo das unhas, descamação, apatia e insuficiência renal.
Prevenção: vacinação (Leish-Tec), coleiras repelentes (deltametrina), telas em janelas e evitar passeios ao entardecer e amanhecer (horários de maior atividade do mosquito).
Mesmo sem sintomas, leve seu cão ao veterinário regularmente:
Dica DogDex: A prevenção é o melhor remédio. Vacinação em dia, controle de parasitas e check-ups regulares são os três pilares para uma vida longa e saudável. Consulte sempre o veterinário ao perceber qualquer alteração no comportamento ou na saúde do seu cão.