Briard — perfil

Briard🇫🇷

Berger de Brie

PastoreioGrandeGrupo 1 - Cães Pastores e Boiadeiros

Ficha Técnica

PESO

25–45kg

ALTURA

56–68cm

ENERGIA

Alto

VIDA

10–12anos

PORTE

Grande

ORIGEM

França🇫🇷

TEMPERAMENTO

LealProtetorInteligenteCorajosoAfetuoso

PELAGEM

Preto
Fulvo
Cinza
Azul

TIPO DE PELO

Longo, seco, tipo cabra, levemente ondulado com subpelo fino

GRUPO FCI

Grupo 1 - Cães Pastores e Boiadeiros
Conheça a fundo

Informações

Sobre a Raça

O Briard é o pastor francês de coração de leão e pelagem espetacular. Com franjas que cobrem os olhos e uma postura nobre, é tão belo quanto funcional. Extremamente leal e protetor, dizem que "o Briard é um coração envolvido em pelo". Versátil e corajoso, serviu como cão de guerra, pastoreio e resgate ao longo de séculos de história francesa.

História

Uma das raças de pastoreio mais antigas da França, com registros desde o século VIII. Nomeado em homenagem à região de Brie (embora a associação seja debatida). Napoleão e Lafayette eram admiradores da raça. Durante as duas Guerras Mundiais, serviu como cão sentinela, mensageiro e de busca de feridos. O pintor Renoir o retratou em diversas obras.

Cuidados

Pelagem longa tipo cabra requer escovação intensiva 2-3 vezes por semana para evitar nós e embaraçamento. Banho mensal. Exercício diário vigoroso (1,5-2 horas). Treinamento firme mas gentil — inteligente mas pode ser teimoso. Socialização precoce importante.

Saúde

Propenso a displasia de quadril, torção gástrica, atrofia progressiva de retina, cegueira noturna estacionária congênita (CSNB — específica da raça), hipotireoidismo e linfoma. Testes genéticos para CSNB disponíveis.

Briard — vista lateral

Briard quando filhote

Olha que neném

Foto do filhote em breve

Você sabia?

O pastor peludo que Napoleão amava e que detecta minas terrestres até hoje

O Briard parece ter saído de um comercial de shampoo — uma cascata de pelos ondulados que cobre tudo, incluindo os olhos. Mas por baixo dessa cortina existe um dos cães pastores mais antigos da França, com registros desde o século VIII. O nome vem da região da Brie, famosa pelo queijo. Thomas Jefferson, após servir como embaixador na França, levou um casal de Briards para a Virgínia nos anos 1780. Na Primeira Guerra Mundial, foi extensivamente usado pelo exército francês para carregar suprimentos, encontrar soldados feridos e servir como sentinela. Sua audição excepcional — camuflada sob aquelas orelhas cobertas de pelo — o tornava ideal para detectar movimentos inimigos. Diz-se que os soldados franceses confiavam tanto no instinto do Briard que, se o cão se agitasse, todos se jogavam nas trincheiras sem questionar. Após a guerra, foi adotado como cão detector de minas, função que desempenha até hoje em operações de desminagem humanitária. Possui ergôs duplos nas patas traseiras, como o Beauceron. A pelagem pode atingir 15 centímetros de comprimento e precisa de escovação no mínimo duas vezes por semana. O ditado francês resume: 'Um coração de ouro embrulhado em pelo'.