Fila Brasileiro — perfil

Fila Brasileiro🇧🇷

Fila Brasileiro

GuardaGiganteGrupo 2 - Pinschers, Schnauzers, Molossos e Boiadeiros Suíços
Modelo 3D disponível

Ficha Técnica

PESO

40–50kg

ALTURA

60–75cm

ENERGIA

Moderado

VIDA

9–11anos

PORTE

Gigante

ORIGEM

Brasil🇧🇷

TEMPERAMENTO

FielCorajosoDeterminadoProtetorDócil com a família

PELAGEM

Fulvo
Tigrado
Preto
Qualquer cor sólida (exceto branco e cinza-rato)

TIPO DE PELO

Curto, denso, macio

GRUPO FCI

Grupo 2 - Pinschers, Schnauzers, Molossos e Boiadeiros Suíços
Conheça a fundo

Informações

Sobre a Raça

O Fila Brasileiro é o guardião supremo — sua lealdade é proverbial no ditado "fiel como um Fila". Enormemente protetor, é extremamente devotado à família mas naturalmente desconfiado com estranhos. Requer um dono extremamente experiente e responsável.

História

Raça brasileira desenvolvida durante o período colonial a partir de cruzamentos entre Mastiffs, Bulldogs e Bloodhounds trazidos pelos colonizadores. Usado para guardar fazendas, rastrear escravos fugitivos e proteger o gado contra predadores.

Cuidados

Pelagem curta, escovação semanal. Exercício moderado (1 hora). Socialização desde filhote é crucial (embora a raça mantenha naturalmente a aversão a estranhos). Espaço amplo com cercas seguras é obrigatório.

Saúde

Propenso a displasia de quadril e cotovelo, torção gástrica, problemas articulares e dermatites. Raça relativamente robusta quando de linhagens bem selecionadas.

Fila Brasileiro — vista lateral
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Fila Brasileiro quando filhote

Olha que neném

Foto do filhote em breve

Você sabia?

A "ojeriza" — o cão que desconfia por protocolo

O Fila Brasileiro é a única raça no mundo cujo padrão oficial da FCI inclui, como característica desejável, a hostilidade a estranhos. Tem até nome técnico: "ojeriza". Em exposições brasileiras tradicionais, o juiz deve apenas olhar o cão à distância — se tocar, o Fila pode (e deve) reagir. Ele foi criado nos engenhos e fazendas do Brasil colonial como cão de trabalho multifuncional: tocava gado, caçava onças e jaguares, e também era usado para rastrear escravos fugidos (história pesada que faz parte do registro histórico da raça, e que a cinofilia brasileira responsável reconhece hoje como parte sombria do passado). O ditado popular "fiel como um fila" vem do comportamento extremo de apego ao dono: o cão escolhe uma pessoa e considera todo o resto do planeta uma potencial ameaça até que se prove o contrário. E muitas vezes nem assim. Essa natureza levou o Fila a ser banido ou restringido em vários países, incluindo Reino Unido, Noruega, Dinamarca, Israel e Austrália, sob leis de raças perigosas. Ironicamente, dentro de casa, com a família, é um cão doce, pegajoso, que quer deitar em cima de você apesar dos 50 quilos. É basicamente um segurança terceirizado que assumiu a função por livre iniciativa, nunca tirou férias e considera o carteiro uma ameaça existencial desde 1946.