Mastim Napolitano — perfil

Mastim Napolitano🇮🇹

Mastino Napoletano

GuardaGiganteGrupo 2 - Pinschers, Schnauzers, Molossos e Boiadeiros Suíços

Ficha Técnica

PESO

50–70kg

ALTURA

60–75cm

ENERGIA

Baixo

VIDA

7–9anos

PORTE

Gigante

ORIGEM

Itália🇮🇹

TEMPERAMENTO

ProtetorLealCalmoMajestosoDominante

PELAGEM

Cinza
Cinza chumbo
Preto
Mogno
+2 cores

TIPO DE PELO

Curto, denso, duro, uniforme

GRUPO FCI

Grupo 2 - Pinschers, Schnauzers, Molossos e Boiadeiros Suíços
Conheça a fundo

Informações

Sobre a Raça

O Mastim Napolitano é um colosso de pele enrugada e expressão imponente. Com dobras abundantes por todo o corpo e uma cabeça massiva, é visualmente impressionante e intimidador. Apesar da aparência feroz, é devotado à família e surpreendentemente gentil com crianças quando bem socializado. É o guardião por excelência — sua presença sozinha já é dissuasora.

História

Descendente direto dos molossos romanos de guerra, foi preservado por séculos na região de Nápoles, no sul da Itália, como cão de guarda de propriedades. Quase extinto após a Segunda Guerra Mundial, foi redescoberto pelo cinófilo Piero Scanziani em 1946, que iniciou um programa de criação que salvou a raça.

Cuidados

Pelagem curta, escovação semanal. Limpeza diária das dobras de pele para prevenir dermatites e infecções. Baba extremamente abundante — limpeza facial constante. Exercício leve a moderado (30-45 minutos) — evitar excesso para proteger articulações. Espaço amplo obrigatório.

Saúde

Propenso a displasia de quadril e cotovelo, torção gástrica, cardiomiopatia dilatada, cherry eye, entrópio/ectrópio, dermatites nas dobras, osteossarcoma e pioderma. Crescimento rápido exige alimentação específica para filhotes gigantes.

Mastim Napolitano — vista lateral

Mastim Napolitano quando filhote

Olha que neném

Foto do filhote em breve

Você sabia?

O guarda-costas enrugado que Alexandre, o Grande, levava para a guerra

O Mastim Napolitano parece um cachorro que está derretendo — e essa é exatamente a estética que o tornou uma das raças mais intimidantes do planeta. Aquelas dobras de pele são armadura biológica: se um predador morder, pega pele, não músculo ou órgãos. A linhagem remonta aos molossos romanos. Os romanos usavam esses cães em batalhas (com armaduras de couro), em arenas de gladiadores e como guardiões. Uma descrição romana os chama de 'cães que fazem os ladrões preferirem a prisão'. Após a queda de Roma, sobreviveram na região de Nápoles por quase dois milênios, ignorados pelo mundo até que Piero Scanziani os redescobriu numa exposição em 1946. Para o público moderno, é mais reconhecível como Fang, o cachorro de Hagrid nos filmes de Harry Potter. O cão Hugo roubou cenas apenas existindo. Pode pesar mais de 70 quilos, com rugas que formam padrões únicos como impressões digitais. O olhar é melancólico, como se soubesse todos os segredos do universo e achasse a maioria decepcionante. E a baba? Se o Dogue de Bordeaux é uma torneira, o Mastim Napolitano é uma cachoeira.