Azawakh — perfil

Azawakh🇲🇱

Azawakh

CaçaGrandeGrupo 10 - Galgos

Ficha Técnica

PESO

15–25kg

ALTURA

60–74cm

ENERGIA

Alto

VIDA

10–13anos

PORTE

Grande

ORIGEM

Mali / Níger🇲🇱

TEMPERAMENTO

LealIndependenteNobreReservadoVeloz

PELAGEM

Fulvo
Areia
Tigrado
Vermelho
+3 cores

TIPO DE PELO

Curto, fino, rente ao corpo, quase ausente no ventre

GRUPO FCI

Grupo 10 - Galgos
Conheça a fundo

Informações

Sobre a Raça

O Azawakh é o galgo do Saara — elegante, esguio e extraordinariamente veloz, podendo atingir mais de 60 km/h. Com uma aparência que lembra uma escultura viva, é extremamente leal ao seu dono, mas reservado e independente com estranhos. Diferente de outros galgos, é também um guardião territorial, latindo para alertar sobre intrusos.

História

Originário do vale do Azawakh, entre Mali, Níger e Burkina Faso, onde era companheiro dos nômades Tuareg há milhares de anos. Usado para caçar gazelas, lebres e javalis no deserto do Saara, era tão valorizado que raramente era vendido — apenas dado como presente de honra. Chegou à Europa apenas nos anos 1970, quando diplomatas franceses trouxeram os primeiros exemplares do Mali.

Cuidados

Pelagem curtíssima que praticamente não exige manutenção — escovação semanal leve. Extremamente sensível ao frio — precisa de roupas e abrigo no inverno. Necessita de corridas livres regulares em área cercada. Não tolera bem confinamento. Alimentação cuidadosa — naturalmente magro, não forçar peso extra.

Saúde

Raça geralmente saudável. Propenso a hipotireoidismo, epilepsia idiopática, espondilite e miosite autoimune. Sensível a anestésicos (como outros galgos, tem pouca gordura corporal). Baixa incidência de displasia de quadril comparado a outras raças do porte.

Azawakh — vista lateral

Azawakh quando filhote

Olha que neném

Foto do filhote em breve

Você sabia?

O galgo das tribos tuaregues que vale mais que camelos no deserto do Saara

O Azawakh é um sighthound do deserto do Sahel, criado há mais de mil anos pelos povos tuaregues, fulani e hausa nas regiões que hoje compreendem Mali, Níger e Burkina Faso. O nome vem do Vale do Azawakh, uma área no sul do Saara. Para os tuaregues, esses cães eram tão preciosos que tradicionalmente não eram vendidos — apenas presenteados como sinal de honra. Um Azawakh podia valer mais que um camelo, e isso já dizia tudo numa cultura nômade. A função dele era dupla: caçar gazelas, lebres-do-deserto e até javalis em corridas de até 60 km/h, e dormir aos pés dos donos dentro das tendas, alertando contra hienas e leões à noite. O corpo é tão fino que cada osso e músculo aparece sob a pele esticada. Não é desnutrição — é a estrutura natural da raça, perfeitamente adaptada para dissipar calor em temperaturas que ultrapassam 40 graus. Diferente de outros galgos, o Azawakh tem um vínculo quase místico com sua família humana. Pode parecer distante e elegante com estranhos, mas com os seus é fisicamente carinhoso, gostando de se enroscar e dormir grudado. Chegou ao Ocidente apenas nos anos 1970, quando um diplomata iugoslavo levou alguns para a Europa. Hoje continua sendo uma das raças mais raras reconhecidas pela FCI.