Sloughi — perfil

Sloughi🇲🇦

Sloughi

CaçaGrandeGrupo 10 - Galgos

Ficha Técnica

PESO

18–28kg

ALTURA

61–72cm

ENERGIA

Moderado

VIDA

12–16anos

PORTE

Grande

ORIGEM

Marrocos🇲🇦

TEMPERAMENTO

NobreReservadoSensívelLealAlerta

PELAGEM

Areia claro
Fulvo
Vermelho areia
Tigrado
+1 cores

TIPO DE PELO

Curto, fino, liso, rente ao corpo

GRUPO FCI

Grupo 10 - Galgos
Conheça a fundo

Informações

Sobre a Raça

O Sloughi é o galgo nobre do norte da África — elegante, reservado e extremamente sensível. Com uma beleza esculpida e olhos melancólicos expressivos, é considerado o mais gracioso dos galgos mediterrâneos. Leal ao extremo com seu dono, mas completamente indiferente a estranhos. Sua sensibilidade exige um dono paciente que compreenda sua natureza aristocrática.

História

Raça ancestral do norte da África, presente no Marrocos, Tunísia, Líbia e Argélia há milhares de anos. Reverenciado pelos berberes e beduínos como o mais nobre dos cães — era o único cão permitido dentro das tendas. Caçava gazelas, lebres e chacais no deserto do Saara. Frequentemente confundido com o Saluki, mas é uma raça distinta com origens separadas. Reconhecido pela FCI em 1934.

Cuidados

Pelagem curtíssima sem subpelo — manutenção mínima. Extremamente sensível ao frio — precisa de roupas e cama acolchoada no inverno. Necessita de corridas livres em área cercada, mas é calmo em casa. Muito sensível a treinamento duro — apenas métodos positivos e gentis. Pode ser difícil de socializar se não começar cedo.

Saúde

Raça geralmente saudável. Propenso a atrofia progressiva de retina e sensibilidade a anestésicos (como todos os galgos — pouca gordura corporal). Predisposição a doenças autoimunes. Intolerância a certos medicamentos. Baixa incidência de displasia de quadril.

Sloughi — vista lateral

Sloughi quando filhote

Olha que neném

Foto do filhote em breve

Você sabia?

O sighthound do norte da África que vive nas tendas dos berberes há 7.000 anos

O Sloughi (pronuncia-se 'sluquí') é um sighthound antiquíssimo do norte da África, criado pelos povos berberes do Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia. Análises arqueológicas indicam que cães praticamente idênticos ao Sloughi atual aparecem em representações egípcias e fenícias datadas de pelo menos 5.000 a.C. — possivelmente até 7.000 anos. Por milênios, o Sloughi viveu em simbiose com tribos nômades berberes, dormindo nas tendas com a família, comendo com a família e caçando com a família. A função tradicional era a caça em terreno aberto: gazelas, lebres-do-deserto, veados-do-deserto, javalis e até chacais. Para isso, desenvolveu velocidade extraordinária — pode atingir 65 km/h — combinada com resistência incomum em climas áridos. A estrutura corporal extremamente esguia (peso entre 18 e 30 kg numa altura de até 72 cm) facilita dissipação de calor em temperaturas que ultrapassam 45°C. A pelagem é curtíssima e fina, em tons que vão do areia ao vermelho-fulvo, sempre sem manchas brancas (diferente do Galgo). Para os berberes, o Sloughi não é apenas cão — é membro da família e símbolo de status. Vendê-lo ou maltratá-lo é tabu cultural. Em 1923, o governo francês colonial chegou a proibir a exportação da raça do Marrocos para tentar preservá-la. Foi reconhecido pela FCI em 1934. É notavelmente reservado e digno, profundamente leal a uma única família, distante com estranhos. Adora colo, apesar do tamanho. Vive entre 12 e 16 anos.